Nas ondas das horas
Entre achados e perdidos
a vida vai empurrando
as teimosas ondas tristes,
pro fundo de antigos anos!
Enquanto aquelas fenecem
alegres horas florescem
na lida de cada verso!
Nem destas e nem daquelas,
das horas nada se perde,
desde as longas notas breves,
às atuais e mais leves!
28/07/2010
OlgaMatos
"SABEDORIA não é ter ou saber muito, mas fazer
uso inteligente do que se tem e do que se sabe."
Elder Souza
domingo, 20 de maio de 2012
Na velhice
OlgaMatos
març/2002
Bilac , com certeza , viste o brilho
e ouviste o cochicho das estrelas
cheio de sabedoria,
para poder estende - los!
Ora , Bilac, sequer eras tão velho!
Quando daqui te foste,
fazia dia em teus dias ,
primaveras floresciam ,
nem conhecias as noites!
Como pudeste da velhice comentar,
falar da tagarelice dessas aves tão belas ,
se nada elas me dizem, não as posso escutar?
Apenas desejo, mas não vejo o que viste!
Nenhum pio ou bocejo de estrelas ou de aves!
Árvore, contudo, existe arqueada na velhice!
( releitura do poema A velhice_ Olavo Bilac)
OlgaMatos
març/2002
Bilac , com certeza , viste o brilho
e ouviste o cochicho das estrelas
cheio de sabedoria,
para poder estende - los!
Ora , Bilac, sequer eras tão velho!
Quando daqui te foste,
fazia dia em teus dias ,
primaveras floresciam ,
nem conhecias as noites!
Como pudeste da velhice comentar,
falar da tagarelice dessas aves tão belas ,
se nada elas me dizem, não as posso escutar?
Apenas desejo, mas não vejo o que viste!
Nenhum pio ou bocejo de estrelas ou de aves!
Árvore, contudo, existe arqueada na velhice!
( releitura do poema A velhice_ Olavo Bilac)
SAUDADES TANTAS...
-
Olga Matos
-
Trago mui ternas lembranças,
dos versos que já ouvi!
As mansas falas distantes
voltam e acordam suspiros,
repontam as ressonâncias
das vozes que já sumiram!
Quem me vê , vê as saudades
e o meu olhar se apagando...
Ah... é saudade demais! Tantas...
das rodas de chimarrão
das falas das mornas tardes,
da pressa da passarada,
das saias de pés descalços
pelas sangas das manhãs!
Noites vem e noites vão...
das calças arregaçadas,
do laço enrodilhado
contra a palma da mão,
cavaleiro e cavalo
um ao outro bem ligados
que é pra não cair no chão
e não ser pisoteado
pela boiada estourando...
Dias vêm e dias vão...
Saudades pinta retrato,
faz de conta, fantasia,
realidade atrevida
vai buscar para mostrar
o tempo que foi vivido
e aquele que inda falta
para a morte nos levar!
Realidade malvada!
Vê se me esquece , me larga!
Vidas vêm e vidas vão,
solando saudades tantas...
-
22/6/2007
-
Olga Matos
-
Trago mui ternas lembranças,
dos versos que já ouvi!
As mansas falas distantes
voltam e acordam suspiros,
repontam as ressonâncias
das vozes que já sumiram!
Quem me vê , vê as saudades
e o meu olhar se apagando...
Ah... é saudade demais! Tantas...
das rodas de chimarrão
das falas das mornas tardes,
da pressa da passarada,
das saias de pés descalços
pelas sangas das manhãs!
Noites vem e noites vão...
das calças arregaçadas,
do laço enrodilhado
contra a palma da mão,
cavaleiro e cavalo
um ao outro bem ligados
que é pra não cair no chão
e não ser pisoteado
pela boiada estourando...
Dias vêm e dias vão...
Saudades pinta retrato,
faz de conta, fantasia,
realidade atrevida
vai buscar para mostrar
o tempo que foi vivido
e aquele que inda falta
para a morte nos levar!
Realidade malvada!
Vê se me esquece , me larga!
Vidas vêm e vidas vão,
solando saudades tantas...
-
22/6/2007
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Lunáticos
De longe brilha o Astro rei,
sem cansar-se das rotas diárias,
sem seu calor e luz não há viver,
mas perto mais queima e mata
Inebria-nos quando nasce,
mais brilha ao entardecer,
para perecer numa noite farta
e na madrugada renascer!
Assim se vê o rei dos astros,
mas cá da terra, os lunáticos
morrem tentando imitá-lo!
Prefiro a velha lua pálida
suspirando pelas madrugadas,
mas sempre firme no mesmo lugar!
OlgaMatos
05/07/2010
sem cansar-se das rotas diárias,
sem seu calor e luz não há viver,
mas perto mais queima e mata
Inebria-nos quando nasce,
mais brilha ao entardecer,
para perecer numa noite farta
e na madrugada renascer!
Assim se vê o rei dos astros,
mas cá da terra, os lunáticos
morrem tentando imitá-lo!
Prefiro a velha lua pálida
suspirando pelas madrugadas,
mas sempre firme no mesmo lugar!
OlgaMatos
05/07/2010
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Entre amigos
Falando bem a verdade,
paisagens inspiraram
chamaram-me às palavras
e eu preciso falar.
Não sei bem o que dizer,
mas , neste momento, tento:
o amigo é aquele
que não te deixa na mão,
não precisa ter dinheiro,
mas divide o que tem
do fundo do coração!
O abraço ele divide,
seja chorando ou rindo,
abraça com a mesma força.
Preferes ficar sozinho?
Ele sai bem de mansinho
porém se afasta pouco,
para poder te ouvir,
no entanto te afirmo
mesmo que ele se fosse,
por este mundo sem fim,
amizade tem ouvidos,
de longe te ouviria!
OlgaMatos
20/07/2009
paisagens inspiraram
chamaram-me às palavras
e eu preciso falar.
Não sei bem o que dizer,
mas , neste momento, tento:
o amigo é aquele
que não te deixa na mão,
não precisa ter dinheiro,
mas divide o que tem
do fundo do coração!
O abraço ele divide,
seja chorando ou rindo,
abraça com a mesma força.
Preferes ficar sozinho?
Ele sai bem de mansinho
porém se afasta pouco,
para poder te ouvir,
no entanto te afirmo
mesmo que ele se fosse,
por este mundo sem fim,
amizade tem ouvidos,
de longe te ouviria!
OlgaMatos
20/07/2009
BERNARDO
Bernardo nascerá no Brasil!
Daqui a 42 dias os pais do Bernardo( meu filho e nora), estarão de volta ao Brasil!
B em-vindo sejas, meu neto!
E spero ver-te saudável,
R isonho e bem esperto,
N o seio da Pátria amada,
A mando de peito aberto
R ios, montanhas e mares
D oces mimos do céu!
O uves? É o quero-quero!
11/08/2009
( da vó OlgaMatos)
Daqui a 42 dias os pais do Bernardo( meu filho e nora), estarão de volta ao Brasil!
B em-vindo sejas, meu neto!
E spero ver-te saudável,
R isonho e bem esperto,
N o seio da Pátria amada,
A mando de peito aberto
R ios, montanhas e mares
D oces mimos do céu!
O uves? É o quero-quero!
11/08/2009
( da vó OlgaMatos)
Apática
Abro o dia procurando novidades.
Entre as cortinas bem fechadas
arrisca-se fina luminosidade...
estou no mesmo lugar!
Meu corpo quer ficar e manda...
embora tanto faça donde esteja
mas a razão levanta e anda
resmungando pela própria natureza...
A vida parece-me um fio
pendurado ao vento
num espaço vazio...
a balançar sem querer...
Tudo vai perdendo a graça...
o tempo, o corpo, a alma
o sol, a lua , mentira ,verdade,
bonito, feio, bondade....
paisagem cinza ou verde,
ódio, amor, amizade...
dependem da criatividade.
Cada um as tem
tal qual formata,
ou não tem nada!
jun/2009
OM
Entre as cortinas bem fechadas
arrisca-se fina luminosidade...
estou no mesmo lugar!
Meu corpo quer ficar e manda...
embora tanto faça donde esteja
mas a razão levanta e anda
resmungando pela própria natureza...
A vida parece-me um fio
pendurado ao vento
num espaço vazio...
a balançar sem querer...
Tudo vai perdendo a graça...
o tempo, o corpo, a alma
o sol, a lua , mentira ,verdade,
bonito, feio, bondade....
paisagem cinza ou verde,
ódio, amor, amizade...
dependem da criatividade.
Cada um as tem
tal qual formata,
ou não tem nada!
jun/2009
OM
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